quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Alexandre Fernandez Vaz (parte 3,4 e 5)

Equipe Ludopédio por Sérgio Settani Giglio.




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Skate queer em Berlim
Wagner Xavier de Camargo

Mauerpark em Berlim: pedaço do Muro e bancos usados por skatistas. Foto: Shadowgate/Visual Hunt (CC BY).


Na segunda-feira passada, dia 29 de janeiro, comemorou-se nacionalmente o “Dia da Visibilidade Trans”, data instaurada nos idos de 2004 e que nos ajuda a lembrar da luta de pessoas trans (travestis, transexuais/transgêneros) pelo respeito às suas orientações de gênero e por seus direitos básicos, cotidianamente negados e massacrados pela sociedade heteronormativa. Nesse dia pensei em meus/minhas amigos/amigas trans do Brasil e em suas lutas pela sobrevivência. Também me lembrei, quase que sintomaticamente, de Andreas, um amigo trans alemão que conheci em 2009, quando ainda morava em Berlim.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Copa 78: futebol e ditadura
Alexandre Fernandez Vaz

Kempes comemora gol na final da Copa de 1978. Foto: El Gráfico (domínio público).

Na segunda metade dos anos 1990, quando eu estudava na Leibniz Universität Hannover, na Alemanha, frequentei um seminário sobre América Latina ministrado por Klaus Meschkat. Grande especialista no tema, o professor atuara na docência e pesquisa, entre outros, nos Estados Unidos, Guatemala, México e Chile, onde pretendera estabelecer-se na Universidade de Valparaíso. O golpe de 11 de setembro de 1973 acabou com tal expectativa.

Em uma conversa informal ao final do semestre, em sua casa, recomendou-me um pequeno livro que compilava documentos da oposição extraparlamenar, na Alemanha e em outros países, que criticavam a situação na Argentina e a Copa do Mundo de 1978 como propaganda para os militares. Futebol sim, tortura não, reuniu mais de 150 entidades, principalmente no ano do torneio e no anterior. O pequeno livro que me foi presenteado foi um guia importante para uma pesquisa que desenvolvi, cujo resultado publiquei na extinta revista Motus Corporis, então dirigida por Hugo Lovisolo. O artigo se chamou, em 1998, Esporte e Política: a Copa do Mundo de 1978 vista da Alemanha.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Alexandre Fernandez Vaz (parte 2)

Equipe Ludopédio por Sérgio Settani Giglio.



Voltando para a questão da Teoria Crítica do esporte, você considera que ela é feita no Brasil por pesquisadores brasileiros ou essa dimensão da Teoria Crítica fica ainda em segundo plano nas análises?

Haveria que perguntar o que é Teoria Crítica. Uma Teoria Crítica eu penso que é aquela que analisa uma sociedade em movimento, em suas contradições. No caso do esporte, a gente tem alguns problemas frente aos quais uma Teoria Crítica possa se colocar. Teoria Crítica não é simplesmente falar mal do esporte ou expressar uma espécie de repulsão ao fenômeno. Houve um momento em que se chamou de Teoria Crítica do Esporte, na Europa e nos Estados Unidos, uma certa abordagem, ou seja, um movimento intelectual e político que pegou a orientação frankfurtiana mais clássica e a transportou para o esporte. Houve dois grandes autores nesse processo. Um é o Bero Rigauer, na Alemanha, que fez um livro muito importante chamado Esporte e trabalho, o qual foi traduzido ao inglês, Sport and work, pelo Allen Guttman. Outro é o Jean-Marie Brohm, na França. Ele, agora, acabou de lançar outro livro sobre Teoria Crítica do Esporte. É um caso curioso o Jean-Marie Brohm. Faz cinquenta anos que ele escreve exatamente a mesma coisa, para o bem ou para o mal.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Rivalidades esportivas
Wagner Xavier de Camargo


Muitos de nós, particularmente no Brasil, envolvemo-nos em torcer por futebol e, mesmo sem participar de grupos e torcidas organizadas, ardemos de raiva quando nosso time perde, vestimos a camisa do clube e permanecemos com a ela mediante promessas, odiamos nosso vizinho como se não quiséssemos que ele continuasse vivo, particularmente quando ele torce pelo rival. No fundo, as rivalidades que criamos são tão tolas que, passado o jogo ou o momento de defesa daquele time, brasão ou jogadores, caímos em si e quase nos sentimos ridículos por todo o estardalhaço, pela hiperbolismo muitas vezes desnecessário. Bem, pelo menos uma parte das pessoas chega a essa conclusão!
Pois nesses últimos tempos, tenho visto alguns filmes que me fizeram relembrar algo dessa rivalidade, porém entre atletas, no universo dos esportes. Penso que a indústria cinematográfica, principalmente a de Hollywood que foca no potencial comercial de “histórias reais”, tem sabido aproveitá-las bem. O último filme que assisti foi “Borg VS McEnroe” (2017) sobre a rivalidade estabelecida entre dois jogadores de tênis, na disputa pelo título de Wimbledon de 1980.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Querid@s amigos e amigas

Com grande alegria anunciamos a publicação do Dossiê: Práticas Artísticas, Culturas Subalternizadas e Educação, publicado pela Revista Tempos e Espaços em Educação da UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE pelo Programa de Pós-graduação em Educação – PPGED
O Dossiê, v. 11, n. 24 (2018) foi organizado por nossos amigos: Emiliano Gambarotta, Christian Muleka Mwewa, além das colegas Ana Sabrina Mora, Mariana Sáez.

Destacamos para além de todos os ótimos textos publicados pelo dossiê, aqueles publicados por nossos amigos Alexandre F. Vaz, Christian Muleka Mwewa, Alex Sander da Silva, Cristiano Mezzaroba e Fabio Zoboli, que seguem abaixo destacados.


SOLIDARIDADES FUNDANTES ENTRE CIRCO Y LA GIMNASIA. MONTEVIDEO, URUGUAY, SIGLO XIX
Alexandre Fernandez Vaz, Gonzalo Pérez Monkas

Resumo
El estudio reflexiona en torno a las primeras experiencias de las prácticas gimnásticas vinculadas al circo en Uruguay. No se duda señalar al siglo XIX como momento fundante de aquel conjunto de prácticas que se dieron en llamar Educación Física. De ahí que se indaga en la segunda mitad del siglo XIX, específicamente en el período que va entre 1861 y 1871. Se busca explorar en el conjunto de saberes de la época en torno al circo: religiosos, científicos, mágicos. Ante dichos movimientos, se entiende pertinente recuperar algunos discursos con el propósito de comprender las relaciones de dominación que hicieron posible que la relación de la gimnasia con el circo y las prácticas artísticas se configurara de una manera y no otra, dando lugar a aquello que puede identificarse como prácticas corporales sometidas.

TREZE TESES SOBRE A PRESENÇA DA CAPOEIRA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
Christian Muleka Mwewa, Aurélia Regina de Souza Honorato, Alex Sander da Silva

Resumo
Pretende-se apresetar treze teses que possam vir a estruturar a presença da Capoeira na sociedade contemporânea. A apresentação em forma de teses se deve às possibilidades de dar consequencias às reflexões apresentadas. As indicações figuram enquanto paradigmas para as pesquisas que envolvem esta temática no contexto social em que estão inseridas. Concluimos, portanto, pela necessidade de considerer o contexto social que a cultura é produzida enquanto agente ativo no processo de produção de conhecimento.

REVISITANDO O CONCEITO DE BIOPOLÍTICA EM FOUCAULT PARA PENSAR O CORPO NA EDUCAÇÃO FÍSICA
Cristiano Mezzaroba, Fabio Zoboli

Resumo:

O objetivo deste ensaio é revisitar o conceito de biopolítica de Michel Foucault fazendo breves incursões desse conceito com as noções de biopoder, disciplina, governamentalidade e ascese – também desenvolvidas por Foucault. Em meio a essas revisitações teóricas trazemos ao texto algumas questões que giram em torno do corpo na modernidade que tem relações com o campo da Educação Física com a intenção de ancorarmos a teoria em elementos empíricos do cotidiano deste campo. O corpo é atravessado pela biopolítica na medida em que sofre a ação das relações entre política e economia a fim de melhor gestar seu comportamento. A Educação Física, enquanto um campo de saber/fazer que se ocupa do conhecimento das mais variadas ciências para lidar com seu objeto de estudo, “o corpo e o movimento”, está mergulhada nesta rede de dispositivos biopolíticos.